Posts Tagged ‘Cine’

h1

Confira entrevista exclusiva com a banda Cine

21 de outubro de 2009

600--09Cine02

Os meninos conheceram-se na escola e, na hora do recreio, faziam apresentações tocando músicas de suas bandas preferidas. Blink 182, Limp Bizkit e Green Day não saíam dos mp3 players deles. Em 2007, eles começaram a levar a sério a banda. De Without Shoes, tornaram-se Cine e gravaram um EP, uma coletânea de seis músicas para mostrar seu estilo diferente e dançante. Funcionou! Pelo MySpace, eles conquistaram incontáveis fãs, que se reuniram e, por um abaixo-assinado, conseguiram colocar o quinteto como atração de abertura dos shows de Jonas Brothers e McFly.

E ninguém segurou mais. O EP transformou-se em um álbum, Flashback, lançado pela gravadora Universal Music, e os prêmios já começam a surgir: foram eleitos a revelação do ano no prêmio Multishow e concorrem, na mesma categoria, no Vídeo Music Brasil (VMB). Já chamada de fenômeno, Cine conversou com o Buchicho Teen e, na entrevista, comenta o sucesso meteórico e o assédio das meninas!

O POVO – Como vocês se conheceram e começaram a tocar?
Cine – Eu (Dan) e DH nos conhecemos ainda no colégio e começamos a tocar por diversão covers de Blink 182, até que um dia nos inscrevemos em um festival de bandas da Transamérica e acabamos conhecendo o Dave, isso por volta dos 17 anos. Com a saída do antigo baixista, convidamos o Bruno para a banda e assim ficamos por 3 anos com uma banda de hardcore melódico chamada Without Shoes. Quando acabamos essa banda e começamos a gravar com o CINE, no estúdio, conhecemos o Dash, que trabalhava lá, e acabamos adquirindo ele pro time, já que pela, sonoridade que exploramos com música eletrônica e com sintetizadores, havia uma necessidade de um integrante para cuidar dessa parte. Brincamos que ele acabou se convidando para a banda! Hahaha! Hoje eu e DH temos 22 anos, o Dash tem 23, Bruno 20, e Dave tem 25.

OP – Por que decidiram chamar a banda de Cine?
Cine – O nome CINE vinha de um antigo projeto acústico meu e do DH, onde compúnhamos músicas que remetiam a filmes. Nossa ideia era cada música seguir uma temática de um clássico do cinema, daí o surgimento do nome, mas nunca levamos muito a sério. Quando o Without Shoes acabou e queríamos recomeçar uma nova banda, achávamos o nome muito bom, pois era simples e soava bem.

OP – Como vocês definem o som que fazem? Porque é bem diferente, tem uns teclados, programações e, ao mesmo tempo, um pé no rock.
Cine – Definimos mais como um SynthPop ou apenas música Pop, do que o Rock. O hardcore melódico, creio que abandonamos com a antiga banda, pois era nossa intenção fugir desse gênero que já estava saturado na época, daí nossa idéia de buscar referências do pop na nossa sonoridade para fugir do comum.

OP – Quem foram as principais influências de vocês?
Cine – Creio que, por unanimidade, a principal influência de todos na banda a terem essa persistência de sonhar em viver de música foi o Blink 182, agora, no som, buscamos influências em bastante coisa dos anos 80, como Duran Duran, The Outfield, Men At Work e no ídolo maior Michael Jackson, que são artistas que ouvimos durante nossa infância e têm bastante esse lance de sintetizadores e batidas que o Cine busca trabalhar.

OP – Que recado vocês mandam para adolescentes que gostam e querem ter uma banda?
Cine – Nunca desistam, não importa o que vocês tenham que passar. O caminho é difícil, mas não impossível.

OP – O sucesso veio para vocês de forma repentina?
Cine – Quem vê somente o trabalho do Cine acha que, pela banda ter somente dois anos, foi bem fácil. Realmente o crescimento da banda é assustador até para nós, pois aconteceu e está acontecendo tudo muito rápido. Mas estamos juntos há sete anos na estrada, batalhando e tivemos uma boa escola no underground para chegarmos ao Cine.

OP – Vocês foram eleitos banda revelação pelo prêmio Multishow. É difícil encarar essa responsabilidade?
Cine – Felizes é pouco para descrever esse momento que estamos vivendo. Quando mais novos assistíamos às premiações, era um sonho para cada um de nós poder estar sentado na plateia ouvindo o nosso nome. Quando ganhamos o Multishow e o Prêmio Jovem Brasileiro, ficamos totalmente sem palavras e com um sorriso estampado na cara. Agora estamos indicados ao VMB e torcendo pelo Tri! (risos)! A responsabilidade é muita, pois representar essa nova geração de bandas que estão surgindo não é nada fácil, já que tem muita coisa boa rolando no Brasil hoje em dia.

OP – Como lidam com o assédio dos fãs? As meninas correm muito atrás de vocês? As namoradas têm ciúme ou entendem?
Cine – A gente tenta lidar de uma forma mais tranqüila, mas geralmente as coisas fogem do controle um pouco (risos)! Hoje em dia está mais difícil fazer coisas simples, como ir a um shopping, um show, cinema, qualquer lugar com uma presença de jovens grande, mas procuramos sempre atender todo mundo da melhor maneira possível. Gostamos demais de todo esse carinho, e, com certeza, é uma das coisas mais legais e gratificantes que podem acontecer a uma banda. Da parte das namoradas, o único que namora é o Dave, mas ela já acostumou com o assédio e hoje em dia lida superbem com tudo isso.

OP – Agora que estão contratados pela Universal, vocês só tocam ou estudam e têm trabalhos paralelos? Como é a rotina da banda, de ensaios, compromissos de imprensa, diversão?
Cine – Agora todos estão 100% fixados na banda, todos estudavam e trabalhavam antes, mas largamos tudo para apostar nesse sonho. Nossa rotina hoje é toda direcionada para cumprir a agenda e constantemente pensar em novidades para o nosso público. Todos os dias estamos juntos e não poderíamos estar mais felizes. A única coisa é que está difícil ficar com a família como antes, mas eles entendem e dão o maior apoio.

OP – Vocês tocaram com Jonas Brothers e McFly. Como foi a experiência? Deu para trocar uma idéia, pegar contatos e tentar engatar uma carreira internacional?
Cine – Foi surreal, ainda mais com Jonas Brothers. Tocar no estádio do Morumbi com 45 mil pessoas na sua frente foi algo que ficou marcado pra sempre na nossa vida, e tanto tocar com os Jonas Brothers quanto com o McFly foi demais, pois somos superfãs de ambos. Não conseguimos trocar mais do que um rápido “Oi” com os Jonas, pois a segurança deles era extremamente rigorosa. Mas o Jonas Father (risos) e o stage manager deles gostaram muito do nosso show e disseram que teríamos uma boa chance lá fora se gravássemos em inglês as músicas. Gostamos da ideia e ainda cogitamos algum dia gravar. Já com o McFly conversamos bastante eles, que são super gente boa. O baterista tocou com a nossa camiseta, foi uma experiência bem legal, até nos chamaram para uma after party, mas acabou não rolando.

OP – Como estão os preparativos para tocar pela primeira vez em Fortaleza? Conhecem o Ceará Music? Qual vai ser o repertório?
Cine – Estamos ansiosos demais, vai ser uma honra participar de um evento desse porte e todos os artistas e bandas que perguntamos sobre o Ceará Music estão nos incentivando muito, falando que é um dos melhores eventos do Brasil e nos deixando cada vez mais ansiosos (risos)! Estamos ensaiando o repertório novo agora, pretendemos fazer algumas surpresas pro show, vai ser bem legal.

Fonte: Uol