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Entrevista com Restart S2

31 de dezembro de 2009

Pouco mais de um ano atrás, Pe Lu, Pe Lanza, Koba e Thomas eram garotos de colegial que começavam uma banda, assim como muitos meninos de sua idade fazem. Mas, eles tinham algo de especial. Determinados e com muita criatividade, os quatro começaram a ganhar destaque pela música, pelo visual e pela simpatia com seu grupo de fãs que foi aumentando, cada vez mais e mais…

Hoje, os meninos têm um número de fãs incontável e começam a firmar seu lugar em grandes meios, com músicas em rádios e clipe nos canais de Tv.

Ficou curioso para saber mais sobre a banda Restart? Conversamos com o vocalista e guitarrista Pe Lu, que contou pra gente tudo o que aconteceu e está acontecendo com a banda.

Temos aqui histórias divertidas sobre a amizade dos integrantes da banda, suas fãs e sua música!

Pe Lu, vocês montaram a banda pouco mais de um ano atrás. Agora lançarão seu primeiro disco e o número de fãs cresce a cada dia. Vocês conversam entre si sobre isso? A ficha caiu?

A banda tem um ano e poucos meses. Um ano atrás, eu estava me formando no colégio, os meninos estavam indo para o terceiro ano, que é aquele ano decisivo e eu estudando para o vestibular, como um louco. Tava todo mundo naquela fase: o que vamos fazer da vida?

E a gente sempre tocou. E nós estávamos com uma outra banda, que não tava muito legal e então a gente se juntou e pensamos: “Em vez de tentar uma “facul” agora, se jogar em um ano de estudo para o vestibular, vamos investir em uma banda? Vamos!”

Então, desde o começo, nós olhamos para a Restart como algo profissional mesmo. Como todo mundo tirava uma, falando “o que esses moleques querem com banda?”, nós sempre encaramos a Restart como trampo, trabalho.

Então, um ano depois, as coisas aconteceram muito mais rápido do que a gente esperava. Música na rádio, estamos com clipe na Tv,conseguimos assinar com um escritório super legal e vamos lançar um CD.

Nós tentamos evitar pensar nessas coisas que estão acontecendo, encaramos assim: “vamos continuar trabalhando. Agora que a música entrou na rádio, o próximo passo é fazer ela ser o primeiro lugar. Ficou em primeiro lugar? Vamos agora levá-la ao primeiro lugar no interior. Gravamos um clipe bacana? Então vamos lançar um Cd legal, com boas músicas”.

Nós já estamos pensando no próximo CD, sabe? Nós tentamos não pensar nisso de “olha que louco, tudo em um ano. Nós somos demais. Os shows estão cada vez mais cheios”. Até para não subir à cabeça.

Tá tudo rolando muito legal agora, mas música, e quem vive de arte sabe, são subidas e descidas, o tempo todo. Hoje você está no Top e pára de trabalhar e acha que tudo está lindo. Amanhã “já era”.

Nós damos o máximo de atenção que a gente consegue, para todo mundo. E isso desde sempre e acho que foi o que fez as coisas acontecerem muito rápido. Nós sempre mantivemos esse contato direto com as pessoas.

A gente até atende por telefone. As meninas descobrem nosso telefone, atendemos e dizemos que somos nós mesmos.

Tá tudo rolando muito bem, mas pé no chão, que tem muita coisa pela frente ainda.


E antes do Restart, vocês já eram amigos? Tinham outras bandas?

Nos conhecemos há uns 8 anos, pelo menos, de colégio, pois estudávamos todos juntos. E depois de um tempo o Thomas mudou de colégio, mesmo assim a gente continuou se falando. E sempre tivemos essa relação por causa de bandas. Sempre gostamos de tocar e acabamos tocando em outras bandas juntos.

A música sempre uniu a gente, desde pequenos. O Pe Lanza e o Koba começaram a se falar porque gostavam de Guns ‘N Roses, eram muito fãs e começaram a tirar umas músicas juntos.

Aí anos depois, nós quatro ficamos muito amigos e começamos a levar violão para o colégio e fazíamos rodinha e tal.

Sempre fomos muito amigos e nunca perdemos esse contato, durante muito tempo. Então é uma família, praticamente. Agora, eu vejo mais eles do que meus pais. Convivemos 24 horas por dia, ainda mais com a divulgação do CD.

Então, nós quatro somos os melhores amigos um dos outros.

A média de idade da banda é menor que 18 anos. Vocês têm outros planos na cabeça além da música, como faculdade, por exemplo?

Nós temos a banda como uma opção de investimento. Eu tenho amigos, que em vez de fazer uma faculdade, foram fazer um intercâmbio, que estão no pique de estudar fora, aprender uma língua nova em um, dois anos e voltar para conseguir um emprego ou fazer uma faculdade.

A banda é como se fosse uma opção a mais. Não é todo mundo que pode fazer isso. Então, acho que agora, não temos pensando em nada além disso.

Eu até comecei uma faculdade esse ano (de produção musical), mas eu tranquei porque não dá tempo mesmo. Não é nem por falta de vontade.

Eu tenho muita vontade de voltar a fazer uma faculdade e os moleques estão se formando esse ano, também têm vontade. Mas agora, nós não estamos com tempo, nem cabeça pra pensar. A gente tá 100% focado na banda. Não fazemos mais nada. Quando eu falo nada, é nada mesmo além de banda (risos).

E quando montaram a banda, qual era a principal inspiração musical de vocês. Alguma banda em especial?

Tem gente que até não acredita, devido a nossa idade. Eu e o Koba estudamos quatro anos em conservatório. A gente tocava MPB, jazz e samba. O Pe e o Thomas sempre foram autodidatas, mas eles curtiam ouvir muito Guns ‘N Roses, Led Zeppelin, coisas mais clássicas.

Quando a gente formou a Restart estávamos muito ligados em bandas de Myspace. Os gringos têm uma cena independente muito forte. Um monte de banda, que são gigantes, fazem turnês pelo país todo e chegam a tocar na Europa e Japão e que às vezes não chegam ao Brasil porque não tem o apoio de uma grande gravadora, então eles se viram sozinhos mesmo.

São bandas como o All Time Low, The Maine, Cobra Starship, que é uma banda que está chegando cada vez mais aqui no Brasil e tocando na rádio. E são nomes como esses que na época estávamos ouvindo muito e acho que influenciaram diretamente mais nas composições.

Quem compõe a maioria das músicas somos eu e o Koba. Eu costumo escrever a letra e o Koba chega com uma batida.

Mas falar que só essas bandas são influências fica pequeno demais porque a gente ouve de tudo. Então, até hoje eu curto ouvir MPB, Rock, como Jimi Hendrix. Eu piro nisso e os moleques também.

Eu acho que tudo vira influência porque você pega o violão e vai reproduzir tudo aquilo que tem escutado e o que tem de bagagem musical.

A Restart é uma mistura de tudo isso que a gente ouve desde os nove, dez anos de idade. A Restart é o resultado dessas nossas experiências com bandas, de nosso estudo e interesse em conhecer sons novos. Então é uma “mistureba” na real.

Fale um pouco do visual da banda. Vocês dão bastante importância para isso. De onde veio a inspiração para o colorido nas roupas?

A influência dos gringos também tem muito no visual. As bandas de fora se vestem muito bem há muito tempo. Elas sempre conseguem mesclar um som bacana e um visual legal e acho que a gente acoplou isso à Restart.

As nossas músicas são pra cima e queríamos juntar isso ao visual também.

E para mim, show tem que ser espetáculo. Independente de quanto você tem de dinheiro e pode investir. Não adianta você chegar lá e o show ser legal. Quando a pessoa vai a um show, tem que ter um cenário legal, o cara tem que ter uma roupa legal, tem que ter um instrumento legal.

Nós sempre consideramos o visual, tanto para foto quanto show e site, muito importante. Você acaba influenciando as pessoas não só com o som, mas com a imagem que elas têm de você.

E o lance do colorido, a gente quis juntar pelo fato de o nosso som ser feliz. Então quando você vai ao show, as músicas são muito alegres e aí olha para o palco e vê um amplificador listrado, coloridão. Você olha para o menino que está cantando e ele está usando uma calça verde-limão, com uma camiseta roxa! E meio que mescla tudo.

E aí, a gente começou a ver em shows, que os moleques também estavam curtindo, usando calças coloridas e as meninas achando demais. Então pensamos: “Vamos firmar isso. O lance do visual, do colorido”.

Vocês ouvem o pessoal fazer comparações entre vocês e o Cine? Concordam?

A gente ouvia mais. Porque a Cine e a Restart saíram do mesmo lugar. Os moleques também são aqui de São Paulo. Todo mundo começou tocando na Tribe House, um lugar onde a gente toca lá, a Cine toca lá também. É a nossa casa.

A diferença é que a Cine tem dois anos a mais que a gente de banda. Não sei se é um ou dois anos. Então, quando eles surgiram primeiro na mídia, a gente já existia, só que não tinha CD.

Quando a gente apareceu, a primeira coisa que a galera falou foi: “Putz, os caras são iguais”. Por que? Porque é novo. Mas, se você for olhar para a Cine agora, eles já não estão mais tanto nessa parada do colorido.

O Cine tem umas batidas mais “dance”, uma influência muito maior da música eletrônica do que a gente e visualmente não tem muito essa pegada coloridona, muito chamativa. Eles se vestem muito bem, também tem a influência visual dos gringos, mas eu acho que é outra vertente.

Mas isso acontece com todo mundo, assim quando apareceu o Nx Zero e depois o Fresno, todo mundo falou que era a mesma coisa.

Porém, as semelhanças entre as bandas, acho que a galera vai percebendo com o tempo, que são coisas diferentes. Ainda rola de o pessoal jogar tudo no mesmo saco, mas quem faz isso é a galera do preconceito.

Acho que com o tempo isso vai sumindo. O Cine é o Cine, o Restart é o Restart. Cada um está fazendo o seu trabalho.

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Replace =]

29 de dezembro de 2009


Provavelmente você já conhece ou ouviu falar da banda Replace. E, se você gosta deles como eu, leia a entrevista abaixo emais importante: entrem no myspace deles >>>>>>>> /replacemusic


>De onde surgiu o nome da banda?

Koala: A gente tinha marcado uma reunião para escolher e cada um ia dar a opinião de alguns nomes e Replace é o nome de uma música de uma banda chamada Garage Fã, que todo mundo gosta muito. Nós pegamos a lista e vimos Replace e todos falaram: é isso mesmo. Foi por unanimidade, ainda mais pelo sentido da palavra, que é “substituir”. A gente não queria ser só mais uma banda.

Beto: Os outros nomes da lista eram horríveis.

Qual é o estado civil de vocês? Acontece de ficar com fã em apresentações da banda?

(Todos riem)

Beto: Na verdade eu sou o solteiro do Replace, envie seus currículos para… MENTIRA! (risos). Eu sou o Beto, sou solteiro. O Vine é um menino que namora muito sério. O Caio também é um solteiro muito sério.

Caio: Eu sou um solteiro muito sério? (risos)

Beto: O Ko também namora, o P.A está até bonito de aliança.

Caio: Que além de cair, ele também namora. (risos de todos)

Beto: Sempre rola essa pergunta de “vocês namorariam uma fã”. Na minha minha opinião, fã para mim é uma pessoa normal. Se eu me interessar por uma fã, eu ficaria com ela numa boa, até namoraria. Porque ela não deixa de ser uma pessoa normal como eu.

Caio: Peraí, você não é normal. (risos)

Vocês sabem diferenciar uma fã de uma poser, de uma groupie?

Todos: Poxa, é meio fácil…

Caio: A gente sabe quando a pessoa é fã, quando gosta da banda mesmo, seja pelo jeito dela ou a gente já ter visto na internet. Quando a menina é groupie você vê que a pessoa nem sabe com quem ela está falando direito, ela só sabe que você está no camarim, então você é de alguma banda. É totalmente diferente.

Vine: Poser é uma fã que chegou agora, é uma coisa que o pessoal tem de falar que alguém está ouvindo uma banda que você já curtia desde o começo. É uma fã nova, eu acho, que, como uma fã antiga, ela tá ali para curtir o trabalho.

Koala: As groupies são muito conhecidas, nós sabemos quem são vocês.

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